sábado, 30 de maio de 2009



''Sou mais uma vítima da sociedade.''

A frase acima foi dita por um senhor dentro de um coletivo antes de contar o que se passara em sua vida.
Pobre homem, ou melhor, mais uma vítima. Esse com 52 anos de idade, duas filhas, residente no interior do estado. Fora ao complexo industrial de Suape em busca de emprego, e como tantos outros que por lá esteve, voltou pra casa sem obter o que necessitava.
Nós todos somos vítimas da sociedade. ”Ó pátria amada, idolatrada, salve! salve!” Salve os filhos deste solo, tu que és mãe gentil e ver que um filho teu não foge à luta. Terra adorada, que possamos conquistar com o braço forte o nosso sonho intenso de igualdade, da justiça, da paz no futuro. Esse povo heróico que mesmo sem tanto sol iluminando nosso brado busca sempre em nossos lindos campos o futuro e glória dos nossos filhos.
É nessa tentativa muitas vezes frustrada de sermos todos iguais, sem distinção de qualquer natureza, nessa busca constante, só nos resta à imagem de uma sociedade aprisionada, vítima, da sua própria existência.